domingo, 18 de julho de 2010

O Indefinido



Se alguém me perguntar, não vou saber responder,

mas que há alguma coisa há.

Eu posso sentir em tudo,

está na ponta dos dedos, na respiração profunda

está na garganta, nos olhos pesados...

Não tem cheiro, não tem gosto, eu não consigo ver,

mas que há alguma coisa há.

Um vazio tão cheio!

Um nada preenchendo tudo...

Às vezes se esconde e fica esquecido.

Mais cedo ou mais tarde, aparece de novo.

Aparece na pele, aparece no ar

Está aqui só esperando a hora certa...

Nenhum comentário:

Postar um comentário